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Arafat: Um Legado De Sangue, Corrupção e Ódio.

Arafat e sua cria: O pai do terrorismo moderno, é o mesmo que até hoje protegia aqueles que praticam atentados suicidas em Israel".
Mohammed Abdel-Raouf As Qudwa al-Hussaeini, ou simplesmente Yasser Arafat, como ficou mundialmente conhecido, nasceu em 24 de agosto de 1929, no Cairo, Egito. Sua alegação de que teria vindo ao mundo em Jerusalém, é apenas a primeira de muitas inverdades que o futuro líder terrorista comporia – e repetiria à exaustão - no decorrer da sua história. “Eu estou pronto a matar pela minha causa, porque não mentiria por ela?”, perguntou a um repórter da BBC em 29 de novembro de 2000.
Sobrinho do mufti de Jerusalém, Haj Muhammed Amin al-Hussaeini, desde pequeno Arafat conviveu com o ódio aos judeus. O clérigo pró-nazista, líder dos árabes residentes na Palestina britânica, continuamente fez campanhas contra os judeus, acusando-os de serem parte de um complô sionista para dominar o Oriente Médio. O mufti - que vinha sendo procurado pelos ingleses na Palestina, sob acusação de terrorismo - havia escapado para o Iraque em 13 de out. de 1939, seis semanas após o irrompimento da II Guerra Mundial. No Iraque, o mufti instalou uma nova e poderosa base. Ele conspirava com um grupo de oficiais iraquianos pró-nazistas, conhecido como o "Golden Square" para derrubar o regente. O mufti também entrou em um pacto secreto com a Alemanha, oferecendo o precioso petróleo iraquiano em troca da destruição dos judeus da Palestina e o apoio do Reich às aspirações nacionais árabes através do Oriente Médio.
Aos cinco anos, a mãe de Arafat falece, e ele então é enviado pelo pai para viver com o tio materno em Jerusalém. Após viver por lá quatro anos, retorna ao Cairo para morar com sua irmã mais velha. Pouco é sabido da sua história nesta época, além do fato de ter tido uma infância infeliz e instável, com a rejeição do pai e a partida prematura da mãe.
Ele entra para a Universidade Faud (onde se formaria engenheiro civil), no Cairo, aos 17 anos de idade, quando passa a ter seus primeiros contatos com a causa árabe, ajudando a contrabandear armas para o mandato britânico sobre a Palestina, onde seriam usadas contra judeus e ingleses, e se filiando à entidade terrorista “Irmandade Muçulmana”.
Arafat não participou da guerra de independência, em 1948, a experiência que marcou a formação de todo o movimento palestino, embora, em mais uma de suas mentiras, ele clame o contrário. Por toda sua vida ele exigiu o status de refugiado: “Eu sou um refugiado”, ele reclamava em uma entrevista em 1969, “Você sabe o que é ser um refugiado? Eu sou um pobre homem abandonado. Eu não tenho nada, pois fui expulso e minha terra foi tirada de mim”.
Depois de deixar o exército egípcio, onde foi recrutado em 1956 para lutar na Campanha do Suez, o líder palestino trabalhou como engenheiro no Kuwait.

Símbolo da Fatah: "Conquista" e não "Liberdade".
Em 1958, neste país, junto com alguns poucos correligionários, Arafat cria a primeira organização terrorista palestina: a Al-Fatah (cujo nome é um acróstico de palavras que significa nada mais nada menos que “Conquista”). O objetivo, conforme o documento de fundação do grupo, era lançar ataques a partir de território egípcio, jordaniano, libanês, sírio, etc... forçando Israel a reagir, e levando o local a uma nova guerra regional, onde Arafat apostava que os países árabes sairiam vencedores e destruiriam Israel.
De fato, a guerra dos seis dias explodiu em 1967, oito anos após a criação da Fatah, e três após o estabelecimento da Organização para Libertação da Palestina (OLP), órgão político criado para presidir este e outros grupos de combate. A guerra trouxe uma decepção para Arafat, com a vitória esmagadora de Israel, e a conquista, e não perda de territórios por parte do Estado Judeu. No entanto, uma vantagem estratégica foi atingida: os ataques terroristas partiriam agora de dentro do próprio território israelense, e não mais do exterior.
A violência contra civis israelenses se torna um dos pilares da Constituição Nacional Palestina (a declaração de fundação da Organização para Libertação da Palestina - OLP), que determina que, “a libertação da Palestina irá destruir a presença imperialista sionista e que a luta armada é a única solução para liberar a Palestina e é, portanto, uma estratégia e não uma tática” (Apesar dos repetidos comprometimentos palestinos desde o início da década de 90, de anular estas seções da Constituição, oficialmente a Carta de Princípios nunca foi mudada).

Arafat: o guerrilheiro que nunca deixou de ser terrorista.
Arafat e a Fatah consolidaram seu poder através de chantagem, extorsão, e assassinato. No Congresso Nacional Palestino no Cairo em fevereiro de 1969, Arafat foi apontado chefe da OLP – posição da qual ele nunca abriu mão.
Em 1970, Arafat tenta dar um golpe e assumir o controle da Jordânia, país com maioria da população palestina. O Rei Hussein que já temia as retaliações israelenses por conta dos ataques realizados pela OLP de dentro de seu país (um estado terrorista dentro de outro estado), ganha um novo motivo para expulsar o líder palestino de seu território. Resultado: 20 mil palestinos mortos e 200 mil enxotados do solo jordaniano.
Durante este sangrento conflito, denominado como “Setembro Negro”, os palestinos seqüestraram quatro jatos de companhias aéreas ocidentais, e explodiram um deles em uma pista de pouso no Cairo, de modo a envergonhar os egípcios e jordanianos ao mesmo tempo. Ainda, em suas palavras, eles estariam “ensinando aos americanos uma lição por seu apoio duradouro e firme a Israel”. Com a grande publicidade que este fato gerou, Arafat se tornou personalidade mundialmente conhecida.

O avião explodido na pista de pouso em Cairo: Demonstração de força e projeção internacional.
Yasser Arafat começou sua carreira de crimes associado aos soviéticos que apoiavam Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito. Sua condição de homossexual escandaloso o tornou vítima de chantagem dos serviços secretos soviéticos. Ion Pacepa conta tudo isso em seu livro “Horizontes Vermelhos”. Pacepa o ajudou a introduzir-se nos círculos políticos que favoreciam a ideologia do Kremlim. Já tendo fundado a Al- Fatah em 1958, foi treinado pela KGB russa em Balashikha a leste de Moscou, no início da década de sessenta. O governo soviético, através de Pacepa, o abastecia com U$ 200.000 por mês mais dois aviões carregados de suprimentos militares.
“Quando encontrei Arafat pela primeira vez, fiquei atordoado pela semelhança ideológica entre ele e seu mentor da KGB. O disco arranhado de Arafat era que o “Sionismo imperial” americano era “o cão raivoso do mundo”, e havia só uma maneira de lidar com um cão raivoso: “Mate-o!” ... Arafat e seus treinadores da KGB estavam preparando uma equipe de comando da OLP, encabeçada pelo substituto máximo de Arafat, Abu Jihad, para tomar diplomatas americano como reféns em Cartum, no Sudão, e exigir a liberação de Sirhan Sirhan, o assassino palestino de Robert Kennedy... Apenas seis meses antes o oficial de ligação de Arafat para a Romênia, Ali Hassan Salameh, havia liderado a equipe de comando da OLP que fez os atletas israelenses reféns nos Jogos Olímpicos de Munique...” [Ion Mihai Pacepa - Wall Street Journal, 12 de janeiro de 2002].

Publicado no site em: 12/11/2004
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