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As Mentiras Que Carter Nos Conta



Carter: Um ex-presidente a venda ?

Às vezes uma capa e um título já dizem tudo sobre o conteúdo de um livro. Geralmente não os melhores, que apenas deixam algo sub-entendido, dando vontade ao leitor de mergulhar no texto. Os medíocres precisam apelar para tais expedientes sensacionalistas.

É o caso do livro recém-lançado do ex-presidente norte-americano, Jimmy Carter, intitulado "Palestina: Paz, Não Apartheid".

Como diz o proeminente advogado e professor de direito dos Estados Unidos, Alan Dershowitz: "O livro de Carter está tão cheio de erros simples de fato e omissões deliberadas que se uma petição fosse encaminhada a um tribunal, seria um estrondo e seu autor punido por enganar a corte. Carter também é culpado por enganar a corte de opinião pública. Uma listagem singela de todos os equívocos e omissões de Carter preencheriam um volume do tamanho de seu livro".


Carter pega cada afirmação que poderia ser favorável a Israel e a inverte, através de omissões ou de distorções históricas.

Alguns exemplos:

Inacreditavelmente, ele afirma que a violência inicial no conflito israelo-palestino ocorreu quando “militantes judeus” atacaram os árabes em 1939. A longa história do terrorismo palestino contra os judeus – que começou em 1929, quando o Grande Mufti de Jerusalém ordenou o massacre de mais de 100 rabinos, estudantes e sefarditas não-sionistas, cujas famílias viviam em Hebron e em outras cidades judaicas antigas por milênios – foi motivado pelo fanatismo religioso. Os judeus responderam esta violência racista estabelecendo uma força de defesa. Não há menção da longa história do terrorismo palestino antes da ocupação, ou do massacre de Munique e outros inspirados por Yasser Arafat. Não há sequer uma referência à Karine A, uma quantidade expressiva de armas terroristas ordenada por Arafat em janeiro de 2002.

Carter enfatiza que “cristãos e árabes muçulmanos continuaram a viver na mesma terra desde o período romano,” porém ignora o fato dos judeus viverem em Hebron, Tzfat, Jerusalém e outras cidades por um período de tempo ainda maior. Nem sequer discute a questão da expulsão de milhares de judeus de países árabes desde 1948.

Repetitivamente, Carter afirma que os árabes palestinos apóiam há muito tempo uma solução baseada em dois Estados e que os israelenses sempre se opuseram a mesma. Além disso, não faz menção alguma ao fato de que em 1938 a Comissão Peel propôs a solução de dois Estados, com Israel recebendo uma pequena porção de sua antiga terra natal e os palestinos recebendo a maior parte das terras. Os judeus aceitaram e os árabe-palestinos rejeitaram esta proposta porque os líderes árabes se preocupavam mais em não haver um Estado judeu na terra sagrada islâmica que haver um Estado palestino para os mesmos. Ele apenas menciona a aceitação de Israel e a rejeição palestina da divisão das Nações Unidas do mandato em 1947.

Carter culpa Israel por seu “ataque aéreo que destruiu um reator nuclear iraquiano” sem mencionar que o Iraque ameaçara atacar Israel com armas nucleares caso obtivesse sucesso em desenvolver uma bomba.

Carter acusa e exonera Arafat pela recusa palestina em aceitar a condição de ser um Estado em 95% da Margem Ocidental e toda Gaza, conforme a proposta de Clinton-Barak em Camp-David e Taba em 2000-2001. Ele aceita a história revisionista palestina, rejeita o testemunho do presidente Clinton e Dennis Ross e ignora a acusação do príncipe saudita Bandar que a rejeição de Arafat da proposta foi “um crime” e que as considerações de Arafat “não eram confiáveis” – a não ser, excepcionalmente – para Carter. O fato de ele escolher acreditar em Arafat ao invés de Clinton daria o que falar por anos.




A descrição de Carter da recente guerra no Líbano é enganosa. Ele começa afirmando que o Hezbollah capturou dois soldados israelenses. O termo “capturou” sugere uma apreensão militar subjugada ao status de um típico prisioneiro de guerra. Os soldados foram sequestrados e não se obteve notícias – nem sequer um sinal de vida. Os ataques de foguetes que antecederam a invasão são amplamente ignorados, bem como é o fato do Hezbollah lançar seus foguetes no centro de população civil.

Em suma, uma saraivada de mentiras que culmina com a justificativa para o título de seu livro: a cerca de separação. Sim, a cerca que só existe, porque existe o terror islâmico que Carter praticamente ignora em seu livro. A Cerca que salvou milhares de vidas de israelenses nos últimos anos e que reduziu os atentados em 90%. Quer ser contra a cerca? Seja contra o terror antes!

Por tudo isso, o De Olho Na Mídia decidiu se juntar ao Centro Simon Wiesenthal em seu protesto contra a vilificação de Israel.

O Centro já coletou mais de 25 mil assinaturas que foram enviadas para Carter, que respondeu em carta de próprio punho, acusando os responsáveis pelo Simon Wiesenthal de "falsidade e difamação para arrecadar fundos".

Vale mencionar que 14 funcionários graduados do Centro Carter se demitiram recentemente em protesto e para não terem seus nomes manchados por este livro.

Entre eles, destaca-se o Prof. Kenneth Stein que atuou no Centro por 23 anos, e era diretor-executivo permanente do mesmo. Magistrado de História Contemporânea do Oriente Médio, de Ciências Políticas e de Estudos Israelenses, Diretor do Programa de Pesquisa do Oriente Médio e do Instituto Emory para o estudo do Moderno Israel, ele afirma:

"O livro do Presidente Carter, com um título tão inflamatório até para ser citado, não tem base em análises claras; está repleto de erros sobre os fatos, material copiado e não citado, superficialidades, omissões gritantes e seqüências simplesmente inventadas. Além da natureza maniqueísta do livro, feito para provocar, há lembranças citadas de reuniões nas quais eu era a terceira pessoa na sala e minhas anotações daquelas reuniões demonstram pouca semelhança com os pontos colocados no livro.

O fato de uma pessoa ser um ex-presidente não dá à ela um privilégio especial para inventar informação ou mostrá-la com cortes, habilmente distorcida para favorecer uma determinada visão. O fato de ele ter pouco acesso à fontes em árabe e hebraico, eu acredito, claramente prejudicou sua compreensão e análise de como a História se desenrolou na última década. Falsidades, se repetidas o suficiente se tornam verdades transcendentes, e depois elas podem virar bases equivocadas para moldar e reforçar atitudes e para a concepção de políticas. A História e a interpretação do conflito Árabe-Israelense já está afundada em meias-verdades, suposições e em mitos que só servem a quem os criou; não há necessidade de mais. Em breve eu vou detalhar esses pontos e refletir sobre a origem deles"
.

Como se tudo isso não bastasse, recentemente surgiu a denúncia de que o Centro Carter tem recebido constante aju

Assinaturas: 1236
Esta petição já está encerrada.
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