Goldstone Desafia Obama sobre Alegações de Parcialidade
Arutz Sheva-Israel National News (Maayana Miskin. Tradução: Irene Walda Heynemann)
O jurista Richard Goldstone, cujo relatório às Nações Unidas acusou Israel de crimes de guerra, desafiou o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na quinta-feira, com relação às acusações de parcialidade. A administração Obama expressou preocupação de que o relatório fosse tendencioso contra Israel e também cheio de falhas.
“Eu ainda tenho que saber da Administração Obama que falhas eles identificaram no relatório. Eu ficaria feliz de esclarecê-las”, disse Goldstone à rede de notícias pan-árabe Al Jazeera.
Goldstone observou que, apesar da crítica, a administração Obama juntou-se a ele em solicitar a ambos, Israel e Hamas, que conduzam investigações na esteira do relatório.
O relatório de Goldstone se concentrou na ofensiva antiterrorismo Chumbo Fundido, de Israel, em Gaza, de dezembro de 2008 a janeiro de 2009. O relatório focalizou principalmente Israel, que foi acusada de violar a lei internacional de múltiplas formas, e ainda tocou no assunto do grupo terrorista Hamas, que também foi acusado de violações dos direitos humanos.
O relatório foi amplamente baseado em testemunhos individuais e em informações dadas por organizações de direitos humanos, entre elas grupos conhecidos por suas críticas a Israel, tais como Adalah e B’Tselem. Israel se recusou a cooperar com o relatório em uma posição oficial, devido a temores de que o Comitê da ONU enviado para investigar a operação Chumbo Fundido fosse fundamentalmente tendencioso.
Hamas: Golsdtone Nunca Nos Acusou
Enquanto isso, o terrorista sênior do Hamas, Moussa Abu Marzuk, disse à rede pan-arábica Al-Arabiyya, que o Hamas não foi criticado por Goldstone devido a seus ataques a Israel. Marzuk, cujo grupo foi mencionado no relatório pelo termo neutro “autoridades de Gaza”, alegou que Goldstone expressou preocupação pelo tratamento que o Hamas dispensa aos seus oponentes políticos, mas não acusou o grupo de crimes de guerra por conta dos disparos de foguetes contra civis israelenses.
O relatório Goldstone declarou que: “A opinião da Missão é de que os morteiros e foguetes, disparados contra Israel, são descontrolados e incontroláveis, respectivamente. Isto indica que um ataque indiscriminado tem sido cometido contra a população civil do sul de Israel, portanto, um crime de guerra, e pode ser equivalente a crimes contra a humanidade”.
Entretanto, o relatório não acusou o Hamas, em particular, pelo lançamento desses ataques, e, ao contrário, expressou preocupação de que o Hamas falhou em evitar ataques conduzidos por “grupos armados” dentro de Gaza.
Marzuk disse, no entanto, que o Hamas deveria conduzir uma investigação sobre os crimes do qual era acusado no relatório – nominalmente, de oprimir membros do movimento rival Fatah. Os ataques que o Hamas realizou contra civis israelenses não serão incluídos na investigação.
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