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Sobre O Bom E O Péssimo Jornalismo


Nada poderia ser mais didático. Reunimos em um só comentário, o vídeo da Fox News que nos traz um âncora corajoso, que sabe que ouvir os dois lados não significa ter que deixar mentiras grotescas passarem batidas; e de outro lado a mais nova armação da France 2, que já foi condenada por um tribunal de Paris por exibir durante a Intifada um filme falso sobre a atuação israelense no conflito. Entre os dois, a honestidade intelectual e as dúvidas de Barbara Gancia em sua coluna, que vale a pena ser lida.

Só para aproveitar o gancho, apresentamos dois vídeos chocantes: um que demonstra como é feita a educação das crianças palestinas para o ódio e o outro, onde um membro do Hamas mostra até onde pode se ir para fazer de uma criança um escudo humano.

Quando se entrevista alguém, é obrigação deixar passar qualquer coisa? É óbvio que sabemos que palestinos e israelenses terão versões diferentes e conflitantes da história, mas negar até o que é senso comum, é apelar para o ridículo.

Quando a conselheira legal palestina diz no ar que "mísseis palestinos não carregam explosivos em suas cápsulas" é um pouco demais. Ou quando nega a queda consistente de foguetes nos últimos anos em Israel. Talvez uma BBC ou uma CNN deixassem passar batido, mas não o corajoso jornalista da Fox News. Veja no vídeo abaixo:


http://br.youtube.com/watch?v=jSUSoPrICqQ&NR=1


Impressionado? Isso se chama isenção e bom jornalismo. Não é porque é a versão de um lado, que o jornalista é obrigado a concordar com ela ou deixar sem resposta. Se ele conhece sobre o assunto (no caso por ter estado lá) ou percebe coisas que não condizem, tem mais é que se manifestar. Principalmente no caso televisivo, onde se está formando a opinião das massas. E mentira não é parte de versão da história.

Falando em mentira, vamos de novo voltar a France 2. Tem gente que não aprende. O canal de TV francês já foi punido e condenado por um tribunal parisiense por ter divulgado a falácia envolvendo a morte do garoto Al Dura, ao acusar os israelenses de te-lo matado de propósito, quando ao ter que apresentar as fitas originais da gravação, provou-se que o oposto aconteceu: o garoto sequer foi morto! Uma verdadeira ficção! Detalhes podem ser encontrados no seguinte texto, publicado aqui no De Olho Na Mídia:

"O Mítico Martir"

E o que faz a France 2 desta vez?


O canal oficial da TV francesa mostrou imagens da explosão de um caminhão carregado de explosivos, em Gaza, em 2005, como exemplo da mortandade provocada por um ataque israelense na intervenção atual.

1) O caminhão explodiu sem qualquer intervenção externa.

2) Estava carregado de explosivos e passou por uma região populosa, matando civis palestinos.

3) Ou seja, não é possível atribuir a culpa a Israel.

4) Mas o canal oficial de televisão da França (France 2), deu um jeito, claro.

Péssimo jornalismo, sensacionalismo, e deturpação as claras. Uma vergonha.

O que não nos envergonha foi o comportamento exemplar de Barbara Gancia. Esta mostrou como um jornalista deve agir, quando tem dúvidas. Ao comentar a discórdia entre a Federação Israelita de São Paulo e o PT, por conta da nota deste último em apoio ao Hamas, ela diz:

"Já estamos entrando na segunda semana do conflito entre judeus e palestinos e, por enquanto, com a honrosa exceção do amigo Reinaldo Azevedo, ainda não vi nenhum texto -em português- que prestasse sobre o assunto.

Certamente, não serei eu a produzí-lo. Falta-me isenção para esse tipo de exercício, uma vez que eu provavelmente já ia abrir chutando o balde, com perguntas do tipo: por que será que a Arábia Saudita nunca deu um tostão aos palestinos?; o que é que os palestinos estavam pensando quando elegeram um grupo terrorista para governá-los? por que nenhum articulista tapuia menciona a ameaça que o Irã representa à região?

É óbvio, para qualquer pessoa provida de um coração, que a morte de crianças palestinas e as condições lamentáveis em que vive a maioria da população na Faixa de Gaza devem ser condenadas.

Mas até que alguém me convença de que os israelenses tinham alguma outra opção, continuarei a culpar os extremistas islâmicos pela escalada da violência.

Seria bem mais fácil ir na onda da torcida maniqueísta que se opõe automaticamente aos EUA. Seria bem mais fácil dizer "abaixo a violência, viva a paz!"

Mas eu nunca fui de me deixar levar pelo comodismo. Ao menos, não quando escrevo…"






Seguindo neste interím, decidimos aproveitar o espaço para divulgar dois vídeos tenebrosos que tem muito a ver com tudo que foi dito acima. Preparem-se para ver uma das imagens mais chocantes que eu já encontrei na Internet. Uma criança é literalmente arrastada por um membro do Hamas para servir de escudo humano contra tropas israelenses. Assista e indigne-se você também:

http://www.youtube.com/watch?v=DA3ZvM9kCaw


E finalizando, um pouco - com legendas em português - sobre como é a educação para o ódio das crianças palestinas. Revoltante, cruel, de cortar o coração, o vídeo vem para nos mostrar mais uma vez porque tantas crianças estão morrendo. Triste. Mas é a atual realidade na Faixa de Gaza e nos territórios palestinos e que não pode ser escondida:

http://www.youtube.com/watch?v=cvnlzsyQSlI




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