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Manipulação de Imagens e Suas Legendas Na Mídia


A Folha de S. Paulo colocou um verdadeiro embuste como imagem em uma de suas primeiras matérias sobre o conflito. A legenda nada tinha a ver com a foto e trazia no mínimo uma informação bizarra em seu conteúdo. Já o Globo usou a justaposição de retratos do conflito para sutilmente passar a idéia de "desproporcional". E a Veja não poderia ter escolhido foto mais tendeciosa para sua capa desta semana.

Este comentário foi indicado por Danny Langier




A Folha de S. Paulo que andava bem correta nos últimos tempos, sendo neutra e trazendo informação de qualidade e isenção, neste conflito resolveu voltar as "antigas" e ser "desproporcional" (será que aqui o uso é válido?) com Israel. Sim, caros leitores, é isto mesmo. Vide o texto criticado neste site do articulista Clóvis Rossi, o editorial da FSP condenado a reação defensiva de Israel logo nos primeiros dias da operação, o artigo de Jânio de Freitas que chegou ao cúmulo (para um veículo de qualidade como a Folha, não se espera que publique tais disparates) de comparar as ações israelenses com "genocídio", e finalmente a foto acima.

Quais os problemas com a imagem acima? Vejam a legenda: "Palestino tenta fugir de explosão em um campo de refugiados no Sul do Líbano, em Sidon".

Vamos descontruir?

Então, na ordem:

1 – O palestino não está fungindo, mas atirando com uma metralhadora.

2 – Não há explosão, senão uma barreira de fogo ateada pelos palestinos.

3 – As crianças estão brincando no local.

4 – Não houve ataque israelense no sul do líbano. Muito menos em Sidon.




Para enviar críticas:


Ombudsman da Folha de S. Paulo

Painel dos Leitores


O Globo:

O Globo decidiu em imagens tentar passar a noção de "desproporcionalidade" na guerra, este conceito novo e distorcido que tem sido vendido na mídia. De que Israel usaria "força excessiva" e embora talvez (sempre tem que deixar espaço para uma dúvida do leitor) esteja justificado em suas ações, cometa uma agressão na forma como atua. Não vou me prolongar na inverdade destes fatos. Já publiquei bons textos que desmentem a falácia deste argumento na nossa seção de artigos e em outros comentários. Pretendo aqui me concentrar na mensagem subliminar um tanto desonesta que o Globo passou aos seus leitores.

Em uma seção de fotos, em seu site, o Globo sob o título de "sofrimentos nos dois lados", coloca duas fotos díspares, uma na sequência da outra: do lado palestino, uma multidão carregando corpos de duas crianças e no lado israelense, uma pessoa chorando pelo seu cão morto. Fora do contexto - onde se apaga o terrorismo palestino de um lado; e a destruição, mortes e feridos do outro - a contraposição de imagens, tenta fazer o leitor crer que os palestinos sofrem mais que os israelenses, que o equivalente a seus mortos é um "cão" do outro lado da fronteira, e que portanto, o confronto, e as perdas são "desproporcionais".







Para enviar críticas:


Sandra Cohen - Editora de Mundo do Globo

Fernando Moreira - Responsável de Mundo na Internet

Plantão O Globo


Veja:

Dos três casos, o da Veja ainda é o mais light, embora não deixe de ser perturbador. Embora o texto da capa fale que Israel foi atrás dos responsáveis pelos lançadores de foguetes, acertando culpados e inocentes (e isso precisava ser um pouco melhor explicado), a imagem se fixa somente nos "inocentes". Enterro e manifestação contra a morte de uma criança. Porque não dividir a capa com alguma vítima israelense? Porque nunca nestes oito anos - e em mais de oito mil mísseis lançados sobre o sul de Israel - o fato e a dor dos israelenses não mereceu o mesmo tratamento? A capa deixa a entender que só existem vítimas palestinas, ou então - novamente - que se existe alguma justiça na causa israelense, ela acaba nesta operação, pois acerta vítimas inocentes.

E justamente ai é que está o mais grave: quando do lançamento deste especial, ainda não havia sido iniciada a ofensiva terrestre, e dos bombardeios, o próprio Hamas admitia que 97% das baixas eram de guerrilheiros do seu grupo. Porque se fixar na exceção?

A Veja só pode ser elogiada em um fato: ser um dos poucos veículos a ter lembrado do sofrimento das vítimas de Darfur, justo uma semana antes desta matéria sobre Gaza. Após alguns anos de omissão, pelo menos isso. Que sorte não? Caso contrário, teriamos, que tal e qual ocorre na maioria dos veículos do Brasil, reclamar que a Veja seria tão seletiva que não só acha que o sangue palestino vale mais que o israelense, como também ignora conflitos muito maiores e aterrorizantes no mundo, em prol de uma condenação absurda e sistemática de Israel.






E-mail Veja:




Revista Veja - Contato/Seção De Cartas








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respostas@deolhonamidia.org.br

Isto servirá para que possamos ter um controle maior do que foi escrito e comparar com o que foi efetivamente publicado na grande mídia.

Além disso, os leitores do De Olho que derem permissão, podem ter sua carta publicada no site em breve. Agradecemos desde já a colaboração, e continuemos De Olho!!!





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