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Cartunista Carioca Tenta Se Defender e Só Se Complica
O chargista carioca Carlos Latuff publicou em um dos sites que abriga seus trabalhos uma resposta a denúncia veiculada aqui no De Olho Na Mídia sobre seu desenho que dava a entender que os judeus seriam os responsáveis pela matança de mendigos em São Paulo. O artigo acabou reproduzido em alguns outros lugares, entre eles o site da Revista Caros Amigos.
Na resposta, ele tenta desqualificar nosso trabalho, porém ao fazê-lo, só reafirma nossa posição de mostrar um lado alternativo e não enfocado pela grande mídia dos judeus e do conflito no Oriente Médio.
E ao tentar se justificar, dizendo que seu desenho original foi adulterado (coisa que ele não havia se pronunciado até então), ele acaba por deixar escapar que o site onde seu trabalho foi originalmente publicado abriga também "propaganda nazista, anti-comunista e baratas ameaças de morte".
Segundo o chargista, ele postou seu desenho no site no dia 27 de julho às 7h19, sendo que no mesmo dia, às 12:29, a "obra" adulterada foi colocada no ar. Cabem duas perguntas então: Se é verdade, como diz Latuff, que se trata de uma fraude, como quer o desenhista que nós adivinhemos que é uma adulteração, se está assinada por ele? Vale lembrar que conforme denúncias que recebemos, a charge foi republicada em outros lugares. Cabia a ele portanto, e a mais ninguém retirá-la do ar e/ou processar o autor da farsa. O fato de ser uma falsificação, é somente mais um motivo para o De Olho Na Mídia cumprir sua função e denunciá-la. Segunda e mais importante questão: Porque até a publicação de nosso comentário, no dia 10 de setembro, o ilustrador se omitiu e não se manifestou sobre esta questão?
Latuff acusa o nosso site de ser unilateral e só contar uma verdade sobre o conflito do Oriente Médio. Isto não é correto. Se o desenhista reparar bem, verá que temos artigos publicados extraídos dos mais diversos veículos: nacionais e internacionais, judaicos e não judaicos, de diferentes matizes ideológicas e políticas. Sua reprodução tem como finalidade apenas fortalecer o debate, e mostrar uma outra visão do conflito, que é pouco, ou mal retratada pela mídia maior.
Além disso, um dos pontos fortes do De Olho Na Mídia, é saber elogiar quando necessário, da mesma forma que criticamos quando achamos justo.
Ao contrário, Latuff - que se define como anti-sionista - só prega a sua visão de mundo: os palestinos estão 100% corretos e os israelenses 100% errados. Em suas charges, espalhadas pela Internet, ele justifica o terrorismo, equipara os israelenses a nazistas, e elogia os líderes de grupos extremistas.
Mais além: ele minimiza o Holocausto, ao comparar várias situações de guerra com o mesmo, e qualificar todas as vítimas de conflitos ao redor, e na história do mundo, de "palestinas". Curiosamente, em sua ótica comunista (como ele mesmo se define), somente aqueles que pereceram sob os regimes de Stálin, Pol Pot, Fidel Castro e assemelhados não são retratados como "palestinos".
O desenhista, conforme pode se observar pelas suas "obras", esquece dos acordos de paz de Israel com Jordânia e Egito. Esquece que o país ofereceu tudo que os palestinos sempre reclamaram em Camp David, e Arafat se recusou a aceitar.
Latuff apaga da história em seus desenhos, o fato de que Israel foi a vítima da guerra de independência, e o fato de que o problema dos refugiados foi criado como consequência da conclamação dos países árabes pela aniquilação de Israel.
O chargista não sabe, ou finge que desconhece que todas as guerras que o Estado Judeu enfrentou até hoje lhe foram impostas e iniciadas pelos árabes, e não vice-versa (incluindo a Guerra dos Seis Dias, onde Israel capturou Judéia, Samária e Gaza, hoje reinvindicada pelos palestinos como sua propriedade, mas até então, sob posse de Jordânia e Egito).
Latuff não resiste a tentação barata de comparar o exército israelense com as tropas nazistas. Desta forma, tenta transformar vítimas em algozes. Ser anti-sionista é ser anti-semita também, como já dizia Martin Luther King (de abençoada memória), pois "negar a auto-determinação de uma nação em sua terra ancestral, é como negar o direito de viver a ela mesma". King também proclamava a não violência, metódo que se usado pelos palestinos teria surtido maior efeito do que a violência voltada indiscriminadamente contra civis. Seria bem possível, que eles hoje já tivessem um Estado.
Será que poderia nosso caro ilustrador apontar um campo de extermínio israelense? Não. Não pode. Pelo simples fato de que eles nunca existiram, nem nunca existirão. A fábrica de morte nazista não se repete hoje em dia nos territórios sob administração da ANP. Não há uma política de extermínio, não há campanhas dizendo que qualquer um dos lados é inferior ao outro, o que ocorrem são ações militares de auto-defesa .
Seguindo a lógica de Latuff, se devemos comparar as duas situações históricas, onde estavam os homens-bomba judeus? Eles existiram? Houve terrorismo judaico na Polônia e na Alemanha? Não. Nunca houve. Logo, ações de auto-defesa não eram necessárias. O que aconteceu foi um crime brutal contra uma população indefesa, um crime contra a humanidade, que não deve ser esquecido, diminuído ou justificado, muito ao contrário do que acontece hoje, onde querendo ou não, existem guerrilhas e grupos terroristas palestinos. O que acontece hoje – não custa repetir – é um conflito por terras e não um extermínio.
Mas parece que o caro chargista não liga para a história e para as proporções devidas de cada acontecimento. Ele não tem pudores de lançar trabalhos onde judeus/israelenses são equiparados a nazistas. Um exemplo é este, que segue abaixo, a título de denúncia. Será falso também?
Latuff tenta aliviar sua culpa e desmerecer o De Olho Na Mídia apontando para nossa seção de charges e nos acusando de "unilaterais" e de "instigar ao ódio".
Pois bem, o desenho que ele menciona, que fala da educação palestina, onde o autor mostra um homem-bomba ensinado crianças a se explodir é real e acontece todos os dias em territórios controlados pela ANP. Isto é fato, já denunciado pelas grandes agências internacionais, reproduzido por aqui nos principais jornais, como o Estado de S. Paulo e na Rede Globo de Televisão, está disponível na Internet, no site do Ministério das Relações Exteriores de Israel (em imagens capturadas da televisão oficial da ANP), bem como em um CD-Rom que denuncia este tipo de comportamento. A educação palestina já foi alvo de investigação por parte da ONU e da União Européia, por conta dos fundos destas entidades que vão para a governo palestino aplicar neste ramo, e que segundo as conclusões apuradas estão sendo mal utilizados.
Mas isto, não chega a ser o mais importante. A diferença entre os trabalhos de Latuff e os que exibimos em nossa seção de charges, é que os desenhos do nossos site, não visam desqualificar um povo inteiro, e se limitam a criticar terroristas, a educação para o ódio e politicas totálitarias, jamais utilizando para isso de símbolos nacionais palestinos, ou de generalizações para com seu povo inteiro. Já nosso denunciado, utiliza a bandeira de Israel, caracteriza os israelenses como sádicos que se divertem com a morte de crianças, para não dizer do mal gosto em retratar suas cabeças como fezes conforme pode se ver na "obra" abaixo, uma entre
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